“Blog como subversão do Jornalismo padrão” - Mario Tascón e Wagner Barreira
Por Carlos Lamana
O jornalismo tradicional é baseado na apuração, na escuta de todos os envolvidos no fato, na cautela da divulgação. Os blogs, segundo o jornalista Wagner Barreira, não possuem esse tipo de envolvimento que o jornalista de um meio tradicional tem com as notícias produzidas. O blog é um fenômeno na comunicação e não um fenômeno jornalístico. Além disso, os meios de comunicação passam por crises: o tempo antes usado para a televisão, hoje é utilizado na internet. As tiragens dos jornais são cada vez menores.Esse cenário gera um ambiente propício à criação de espaços alternativos de informação como os blogs. Esse novo meio de comunicação proporciona que os leitores possam ser produtores e publicadores de conteúdo.
A nova geração não está acostumada a pagar pelas notícias. Com a TV e a internet, é possível o acesso a informação de forma gratuita, segundo a o jornalista Mario Tascon. Isso provoca certa decadência, mas não falência, dos meios tradicionais de jornalismo, como jornais e revistas.
Até hoje, o jornalismo era considerado o 4º poder; o elemento que pautava a discussão pública. Hoje, com a criação dos blogs, isso está sendo subvertido. Existe uma maior comunicação entre os leitores, o que, de certo modo, exerce uma grande influência.
Alguns meios de comunicação, através da internet, proporcionam uma maior interação com os conteúdos divulgados. Através de blogs, comentários e espaços direcionados às respostas dos leitores, como no jornal Espanhol, El País, é possível ao leitor uma oportunidade de se relacionar com o conteúdo e de acrescentar informações.
Segundo Tascon, um exemplo de interatividade no El País é que o jornalista considera que os leitores possuem um maior conhecimento sobre determinado assunto ou entrevistado, sendo assim ele realiza encontros digitais para que os leitores possam fazer as perguntas que quiserem ao entrevistado. As páginas opinativas criam debates e todas as cartas ao diretor são publicadas, um espaço que é reduzido no jornal convencional.
Sendo assim, é possível concluir que o formato padrão de apuração, suporte e produção da notícia mudaram e continuarão mudando, mas uma previsão com o que acontecerá com os veículos jornalísticos convencionais é infundada, uma vez que a Internet e suas caracterísitcas de interação possuem diversos caminhos.
Por Ana Paula Amaral
A internet é hoje não apenas um meio de comunicação, como os jornalistas esperavam que ela fosse, mas também um meio de relacionamento. Entre estas novas formas de se relacionar proporcionadas pela internet, podemos citar os blogs. Estes são considerados fenômenos da comunicação e não fenômenos jornalísticos.
Até pouco tempo o jornalismo era considerado o quarto poder, o elemento central que pautava a discussão pública, porém o blog está subvertendo isso. A internet possibilita a troca de informações, assim os leitores possuem neste espaço midiático o poder de também publicarem informações, seja em pequenos ou em grandes meios de comunicação. Neste novo espaço não apenas se publica, mas também se comenta sobre aquilo que foi publicado, influindo-se assim na mídia.
Nos dias de hoje encontramos uma nova geração que nunca pagou para obter notícias, através do uso da televisão e da internet, a informação se tornou gratuita e com a chegada da internet nos anos 70 e a possibilidade de se trocar informações, publicações tradicionais, como jornais impressos estão agora tendo que se adaptar aos novos meios de comunicação, a mídia digital.
É certo que os leitores de hoje reivindicam mais poder para si, exercer maior influência sobre as notícias que chegam a eles. Assim, o maior jornal da Espanha, o El País, resolveu ir de encontro aos novos interesses de seus leitores. A publicação passou a promover encontros digitais para seus leitores fazerem perguntas sobre tudo que lhes interessa. As páginas opinativas foram criadas para promover o debates. Na internet, o jornal publica todas as cartas ao diretor, o que seria reduzido no jornal convencional. Algumas vezes, o jornal pede artigos e fotos aos leitores.
De acordo com Mario Tascon, outro exemplo de interatividade é o jornalista considerar que os leitores sabem mais de seus convidados do que ele próprio.
Maio 17, 2008 às 3:52 pm
[...] a ler o livro dele, e recomendo que o façam também). Depois tropecei com um interessante post “Blog como subversão do Jornalismo padrão” do blog brasileiro Coffee’n’Cigarrettes. Amostras e links abaixo. Bom fim de [...]